Crise no cinema mundial.

A crise financeira já penetrou no milionário mercado cinematográfico. Nesta semana, na abertura do American Film Market (AFM), um dos maiores evento de negócios do cinema no mundo, realizado em Santa Mônica, nos Estados Unidos, foram apresentados dados preocupantes para o setor. Em um encontro com agentes e produtoras independentes, foi anunciada uma lista de 1.022 filmes a procura de distribuidores – e há outros tantos não finalizados  – e contabilizados -  sem interessados.

Estrelas mundialmente famosas estão sentindo a proximidade da turbulência financeira ao verem seus trabalhos estagnados. Este é o caso de Viggo Mortensen, que está com o longa-metragem Good parado na pós-produção. Assim como ele, Julia Stiles também vê sua atuação em The cry of the owl, prevista para estreiar em dezembro nos Estados Unidos, adiada. Na lista de filmes que ainda não tiveram seus direitos comprados por países estrangeiros – o que acontecia antes mesmo deles serem finalizados-, uma série de títulos com nomes de peso do cinema amargam a espera. Entre eles, o musical Nine (filme de Rob Marshall, inspirado em 81/2 de Fellini, com Penélope Cruz, Nicole Kidman, Sophia Loren, Daniel Day-Lewis, Judi Dench e Marion Cotillard; o último documentário de Michael Moore; o drama “Ágora,” com Raquel Weisz; ” Men Who Stare at Goats” produzido por George Clooney e suspense “Law Abiding Citizen,” estrelado por Jamie Foxx.

Putz, nem o cinema se salvou da CRISE financeira, por isso, alguns filmes (muitos, muitos), correm o rico de não serem lançado por causa da falta do “faz me rir”. Por isso, talvez, corremos o risco de tão cedo, não ter nas telona esses grandes artístas, fazendo o que melhor sabem fazer: atuar.

Que isso, possa ver resolvido o mais breve possível.

Sabrina :(

Não se desesperem !!!!

Um pouco de informação para entender e compreender o crise que esta tomando conta do mundo. Mas não se desesperem

Na cronologia da crise internacional esta quinta-feira (2/10) provavelmente entra para a história como o dia no qual ficou bastante claro que a catástrofe no sistema financeiro pegou também a chamada economia real – e espalha-se rapidamente dos Estados Unidos e Europa para a Ásia e para os países emergentes, entre eles o Brasil.

Costuma-se usar o termo “contágio” para descrever o processo pelo qual sucessivamente as economias dos diversos países vão se contraindo, por força de expectativas negativas e por culpa da falência do sistema internacional de crédito. Mas “contágio” sugere que seria possível evitar a “doença”, desde que a potencial vítima lograsse manter-se isolada do foco de infecção (no caso, a economia americana).

É pura bobagem, e das perigosas, pois ofusca o que deveria ser feito e retarda a adoção de medidas de defesa. Querem um exemplo recente de como uma recessão de proporções internacionais afetou inclusive os participantes de um sistema que se considerava rival ao capitalismo? Os choques do petróleo de 1973 e 1979, que tanto dano trouxeram às economias ocidentais, devastaram também as trocas comerciais dos países da órbita soviética com o mundo capitalista.

A ilusão de que aquele grupo de países pudesse viver de maneira “autárquica” foi rapidamente destruída. Alguns, como a Polônia, foram tomar dinheiro emprestado de banqueiros ocidentais. Outros, como a Alemanha Oriental, quiseram desenvolver o próprio chio de processamento, investindo o pouco que tinham numa corrida perdida. A implosão do bloco socialista teve como uma de suas causas mais profundas a incapacidade daquele sistema de competir no cenário global.

Essa digressão pela história recente serve apenas para alertar para o fato de que podemos jogar no lixo a noção de “desacoplamento”. Quanto mais avançado e competitivo é um sistema econômico nacional, mais ele será afetado pela crise. Portanto, é o Brasil exportador, inovador e conectado com a economia global que enfrentará as piores conseqüências. E é esse país moderno – indústria, agrobusiness, serviços e competitivos exportadores de commodities minerais – que garantiu nossa prosperidade até aqui.
“Schadenfreude”, uma palavra alemã que conquistou a imprensa anglo-saxã, significa em português alegria pela desgraça alheia. O “New York Times” desta quinta destaca o fato de que muitos governantes latino americanos, entre eles Chávez, Morales, Correa, Kirchner e Lula, deixaram-se levar pela “schadenfreude” em relação à crise nos Estados Unidos. E, agora, estão deixando-se levar pelo medo.

Crises do tamanho atual não conhecem fronteiras ideológicas e nem respeitam esse senso de “justiça histórica” (pura bobagem retórica). Não adiante dizer “eles são os culpados, nós pobres fizemos tudo certo e não é justo que a gente sofra”. Crises têm outro aspecto tenebroso: elas tornam evidentes sobretudo as vulnerabilidades dos participantes da economia globalizada.

Temo que a crise internacional nos cobrará aquilo que não soubemos fazer quando a boa maré da economia mundial nos favorecia: reforma tributária, reforma política, melhor educação, investimento pesado em infraestrutura – em outras palavras, tudo aquilo que aumenta o custo Brasil e impede que o País possa ser mais competitivo. E não é consolo algum, para ninguém, dizer que a culpa é dos outros.

Por William Waack

Há sempre uma salvação…

 

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