O que há com a educação?

Geral

 | 24/03/2009 | 04h13min 

“Não me arrependo”, diz aluna que agrediu professora em Porto Alegre

Adolescente alega ter sido ofendida e admite ter empurrado a educadora

Atualizada às 07h47min

 

Uma professora da rede estadual teve traumatismo craniano após ser agredida por uma aluna em um colégio da zona norte de Porto Alegre, nesta segunda-feira. Sentada em uma cadeira da Delegacia da Criança e do Adolescente Infrator da Capital, aguardando o chamado para dar sua versão do fato, a adolescente de 15 anos acusada de agredir Glaucia Teresinha Souza da Silva, 25 anos, conversou com Zero Hora.

Abaixo, confira trechos da entrevista:

Zero Hora – O que houve na escola?
Aluna –
Meu primo deixou cair um chá da professora, e ela jogou o resto em cima dele. Quando bateu para o último período, fui falar com a professora, mas ela fechou a porta na minha cara. Chamei ela de ignorante e virei as costas, mas alguns colegas ficaram tumultuando, xingaram ela, botaram o pé na porta dela.

ZH – E depois?
Aluna –
Ela foi na minha sala de aula, mandou eu pegar as minhas coisas e ir para a direção. Eu respondi que não ia, que ela não era minha professora e não podia falar comigo daquela maneira. Que só iria se pedisse com educação ou se a diretora viesse. Aí a professora disse que isso era coisa de gente gorda, maloqueira e vileira. Nunca ninguém falou isso pra mim. Aí eu fui pra cima dela.

ZH – E bateu na professora?
Aluna –
Peguei ela pelo cabelo, ela caiu. Outros alunos tentaram separar. Sempre fui esquentada, mas nunca tinha agredido ninguém.

ZH – Já havia se envolvido em algum outro problema na escola?
Aluna –
Já, por ter xingado a diretora. Mas nunca agredi nenhum professor. Foi a primeira vez.

ZH – E está arrependida?
Aluna –
Não me arrependo do que fiz. Se tivesse de fazer de novo, eu faria. A professora não podia ter falado comigo daquele jeito.

ZH – O que acha que vai acontecer contigo?
Aluna –
Não sei. Mas pretendo sair da escola.

ZH – Como é o clima na escola?
Aluna –
É uma bagunça. Tem professor que não consegue ter pulso firme, então às vezes fica até difícil ter aula. Mas a minha turma é uma das mais calmas.

FONTE  ZERO HORA

É LAMENTÁVEL TER QUE LER ESSES TIPOS DE NOTÍCIAS.

AS PESSOAS PERDERAM TOTALMENTE O RESPEITO, NÃO VEJO EXPLICAÇÃO. E PELO ANDAR DA CARRUAGEM CADA VEZ VAI SER MAIS COMUM, SE NÃO HOUVER ALGUM TIPO DE PUNIÇÃO.

Greve ? Até quando ?

Greve | 19/11/2008 | 11h14min

BM cerca professores em frente ao Piratini

Medida preventiva serve para que os policiais não sejam surpreendidos, diz comandante

Atualizada às 12h41min

A Brigada Militar (BM) cercou os professores que fazem vigília em frente ao Palácio Piratini, no centro de Porto Alegre, com uma grade de isolamento. A medida, de acordo com o comandante-geral da BM, coronel Paulo Roberto Mendes, serve para que a polícia não seja surpreendida.

— É a nossa garantia. O número de policiais é pequeno, só para garantir (a segurança) — disse o oficial.

Os docentes aguardam por uma audiência com a governadora Yeda Crusius para tratar sobre a greve da categoria. O Palácio Piratini informou que não vê motivos para que Yeda receba os manifestantes. A governadora confirmou que não deverá se encontrar com os professores.

— A negociação está com a (secretária da Educação) Mariza (Abreu) — afirmou Yeda.

No final da manhã, a governadora saiu do Palácio para fazer o hasteamento da bandeira, em comemoração à data desse símbolo nacional. No caminho, foi vaiada pelos manifestantes. Em resposta, pediu silêncio e atirou beijos ao ar.

Os próximos passos

> A intenção do movimento é voltar a abordar os parlamentares hoje, já que nem todos foram localizados ontem, e obter a assinatura da maioria deles
> A partir de hoje, quando será montada uma vigília de professores na Praça da Matriz, o sindicato pretende ainda exibir uma espécie de painel com o nome e a foto dos deputados que já atenderam ao pedido do magistério
> Os sindicalistas ainda aguardam a resposta a um pedido de audiência com a governadora Yeda Crusius feito na segunda-feira

Meu Deus, até quando, os professores precisaram fazer greve para obter seus direitos de um sálário mais justo.

Putz, é uma das profissões mais belas e também uma das mais prejudicadas. será que nossos governantes são BURROS assim, que não conseguem enxergar a impotância de um PROFESSOR, ou, preferem “DAR” nosso dinheiro aos banqueiros….

O pior é quem perde nessa história toda, são os alunos, que algum dia seram o futuro do nosso BRASIL.

SABRINA

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